Após o desembarque, Tiago “visita” o seu amigo Onofre, isolado numa cela.


Assustado, e ao mesmo tempo admirado com o encontro ocorrido entre os capitães portugueses e os nativos, Tiago conta ao amigo:
- Onofre, Onofre!
- Quem me chama?
- Sou eu, o teu amigo Tiago! Estás bem?
- Não, tenho fome!
- Oh, tenho muita pena, mas não posso trazer-te nada… Olha, vou contar-te o que vi e ouvi hoje. O piloto Pêro Escobar foi a terra e trouxe dois nativos para o navio. Não imaginas… vinham despidos e traziam arcos e flechas!
Têm os lábios furados com um osso, o cabelo é cortado à tigela e um tinha uma peruca de penas. Não falam a nossa língua e só faziam gestos para comunicar connosco.
- E são maus?!... – perguntou o Onofre.
- Não me parece!... – respondeu o Tiago.
E continuou:
- Sabes, o comandante mostrou-lhes um carneiro mas eles não tiveram qualquer reacção. Mas, quando lhes trouxeram uma galinha, eles ficaram muito assustados… A seguir, ofereceram-lhes comida! Imagina tu, pão branco, peixe, mel, confeitos e figos secos!!! E eles, sabes o que faziam?! Metiam à boca e cuspiam!!!
- Não acredito! E eu estou aqui castigado por ter comido os restos da refeição do capitão!... Que injustiça! – lamentou-se o Onofre.
- Pois, mas olha que os capitães agora até se riram com o que os nativos fizeram! Fico revoltado com a forma como nos tratam!...
- Achas que podemos fazer alguma coisa? – questionou o Onofre.
- Não sei. Vou pensar em alguma coisa, mas sabemos que apenas poderemos contar um com o outro.

Texto colectivo do 6º. C
EB 2,3 Dr. Carlos Pinto Ferreira, Junqueira
Vila do Conde - Portugal

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